quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Receber para transmitir


(Entrevista de DICI com o Pe. Bouchacourt)

DICI: O senhor escolheu o Islã como tema desta décima universidade de verão. Por quê?
Pe. Bouchacourt: Trata-se de saber se, para os Católicos, o Islã, que se desenvolve sempre mais na França, é uma evolução da sociedade, como outra, que nos basta apenas observar como espectador, ou se o desenvolvimento constante constitui para nós um desafio à frente. Em suma, nós carregamos sobre o Islã um olhar simplesmente sociológico? Ou nós olhamos os mulçumanos como Jesus Cristo olhou todas as almas pelas quais Ele deu Sua vida sobre a Cruz? Nossa universidade de verão é apologética: ela pretende trazer sobre o Islã uma resposta não passional ou superficial, mas bem racional e espiritual.

DICI: Durante o sermão de encerramento da peregrinação de Pentecostes, o senhor exortou os jovens a não ficarem “de braços cruzados diante do tormento atual” o senhor desejaria de preferência que eles levantassem as mangas e se empenhassem?
Pe. Bouchacourt: Claro! Pois eles devem saber que não é um discurso diluído no ecumenismo conciliar ou no laicismo do “politicamente correto”, que é próprio a tocar as inteligências e os corações. A retórica oficial é ressoante, mas ela soa no vazio: conversa fiada, entre uns, meias palavras, entre outros...O que nossos contemporâneos esperam não são ainda e ainda boas palavras, mas atos concretos que correspondem a estas palavras. É preciso pensar direito e agir em conformidade, melhor; em coerência com o que se pensa. Os jovens de hoje têm uma grande responsabilidade frente-à-frente àqueles que nada ou muito pouco receberam da religião; eles não devem se esquivar.

DICI: Como o senhor vai preparar os participantes da universidade de verão a este compromisso concreto?
Pe. Bouchacourt: Ao tema do Islã, como para todos os temas tratados pelas precedentes universidades de verão, nós não queremos um debate puramente intelectual que não levaria a nada. É por isso que nós organizamos oficinas praticas onde aprendemos a responder as objeções que são feitas hoje; em outras palavras, a aplicar individualmente os princípios gerais dados no momento das conferências. Certamente, as jornadas de estudo são ocasiões de encontros amigáveis, muito alegres, mas não se vêm à universidade de verão por simples curiosidade, diletante. A especificidade desta universidade de verão, desde seu lançamento, há 10 anos, detém nesta palavra de ordem: receber para transmitir. O que significa que a cada retorno apliquem-se a serem apóstolos em seu meio, junto de seus pais, de seus amigos, de seus companheiros ou de seus colegas.

DICI: Uma última palavra?

Pe Bouchacourt: A tradição na qual estamos legitimamente ligados, não pode ser percebida como uma causa vergonhosa, apoiada por católicos frios. Esta deve ser uma causa ardente, defendida com uma alegria comunicativa!

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